Com o objetivo de promover a sensibilização de seus empregados a respeito de políticas públicas de enfrentamento à violência contra as mulheres, a Caixa publicou no ‘Portal Pessoas’, no dia 25 de novembro, material alusivo ao Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres.

Na publicação, foi divulgado o canal de denúncia 180 – central de atendimento à mulher em situação de violência. Um serviço gratuito e confidencial (onde preserva o anonimato) de utilidade pública, oferecido pela Secretaria Nacional de Políticas para Mulheres, desde 2005. Segundo o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), neste momento de isolamento social, causado pela pandemia da Covid-19, já nos primeiros dias, o Ligue 180 teve um aumento de 9% das ligações.

O documento destaca a importância do enfrentamento à violência contra a mulher na Caixa, que tem um histórico de compromissos com o Estado brasileiro para apoiar tais ações e trazer esse tema para empregadas e empregados do banco público.

“A ação demonstra que a luta da categoria no combate à violência contra as mulheres se fortalece cada vez mais. A categoria bancária sempre teve uma forte atuação nas questões de gênero, tanto que foi a primeira a conquistar a Cláusula de Igualdade de Oportunidades em acordo coletivo e uma mesa de negociação permanente. Aos poucos vamos vencendo os obstáculos nos locais de trabalho, mas ainda há muito para avançarmos, pois sabemos que a violência doméstica afeta a habilidade e produtividade da vítima no emprego. Por isso, temos que combater esse mal não só em datas alusivas ao combate da violência contra a mulher, mas todos os dias”, destacou a coordenadora da omissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa e secretária da Cultura da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Fabiana Uehara Proscholdt.

Uma das mais recentes conquistas ocorreu em março deste ano, com a assinatura de acordo nacional entre a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e o Comando Nacional dos Bancários que garante a prevenção, apoio e acompanhamento à mulher vítima de violência doméstica e familiar. Esse debate sempre fez parte da reinvindicação da categoria nas mesas de negociações e a orientação é que seja intensificado banco a banco.

Nesta semana, além da Caixa, vimos avanços nas ações nos locais de trabalho no Banco do Brasil.

Enfrentamento à violência contra as mulheres

O comunicado apresentou dados sobre o enfrentamento à violência contra as mulheres, no qual ressalta que, segundo a Lei Maria da Penha, a violência contra mulheres constitui-se em uma das principais formas de violação dos seus direitos humanos, atingindo-as em seus direitos à vida, à saúde e à integridade física. Contudo, a saúde emocional das mulheres é direta e substancialmente comprometida quando ela se encontra em uma situação de violência, geralmente em âmbito doméstico e muitas vezes invisível fisicamente.

A publicação, ainda, menciona dados de pesquisa realizada em 2016, em Salvador, sobre Condições Socioeconômicas e Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Segundo a pesquisa, 22% das mulheres afirmam que a violência sofrida interferiu em seu trabalho, resultando em queda de rendimento e faltas. Essas faltas geraram descontos nos salários e demissões, aprofundando a vulnerabilidade dessas mulheres. Além disso, 23% das mulheres vítimas de violência doméstica afirmam já terem recusado ou desistido de alguma oportunidade de emprego porque o parceiro era contra.

“Esses dados são estarrecedores, pois impactam toda a sociedade. Todos perdem com a violência e com o feminicídio. Por isso, o diálogo e a conscientização devem ser permanentes em nossas vidas e principalmente nos locais de trabalho. Ainda há muita luta adiante, principalmente no que diz respeito à valorização da igualdade entre homens e mulheres no universo do trabalho no ramo financeiro”, concluiu Fabiana.

Com informações da Contraf-CUT

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