O Fundo das Nações Unidas (Unicef) para a Infância diz que 20% das crianças do mundo não têm acesso à água, um total de 450 milhões de menores. O dado é um dos temas de alerta para as pessoas pensarem a importância da água e incentivarem práticas que mudem a situação de escassez hídrica e as suas consequências para as populações. Questões como essas são abordadas no Dia Mundial da Água, comemorado em 22 de março.   

Para marcar o Dia Mundial da Água de 2021, a Fenae destaca as iniciativas do Movimento Solidário em comunidades do município de Belágua (MA), que contribuem para que diversas famílias alcancem água de qualidade em suas casas e desenvolvam uma agricultura sustentável.

“A cidade de Belágua (MA) é de uma região de muitas águas no Maranhão, que é muito rico de águas e o que a Fenae faz com o Movimento Solidário é valorizar esses recursos e as pessoas de lá. Ao contemplar as comunidades com os poços artesianos, as pessoas conseguiram utilizar água potável para consumo próprio, para a criação de peixes, para o abastecimento das hortas e para a criação de pequenos animais. E isso é muito valioso”, conta Francisca de Assis Araújo Silva, diretora de Impacto Social da Fenae, ao ressaltar a ajuda dos empregados da Caixa para o projeto. “Pelos benefícios alcançados para essas comunidades, já valeu à pena o projeto”, avaliou. 

Em cinco anos de atuação, os projetos da Fenae e das Associações do Pessoal da Caixa (Apcefs) puderam assegurar água de qualidade, possibilitar melhores condições de saneamento e contribuir para agricultura sustentável. Quase 400 famílias com perfil de baixa renda foram contempladas com tecnologias bastante simples, mas fundamentais para mudarem positivamente de situação socioeconômica.

Entre os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, ao menos três deles que impactam diretamente com a valorização da água estão nas ações do Movimento Solidário em Belágua: fome zero e agricultura sustentável (2), Água potável e saneamento (6) e Igualdade de gênero (5).

A partir dos nove poços artesianos implantados e dos filtros de barros que foram doados, as famílias tiveram condições de armazenar água de qualidade para o consumo e para o uso seguro na alimentação, podendo, assim, preservar a saúde e a qualidade de vida. Em 2015, foram doados 504 filtros de barro para as 59 comunidades que sofriam com a má qualidade de água, priorizando-se casas que tinham idosos, crianças e pessoas com deficiência. 

Os poços artesianos também permitiram maior autonomia para as mulheres das comunidades, que antes caminham longas distâncias, levando vasilhas com água sobre a cabeça, do rio até a casa, enfrentando uma série de dificuldades com suas crianças para conseguir apanhar água.

“Por meio dessas tecnologias tradicionais, mas de enorme relevância, muitas crianças deixaram de adoecer. Elas impactaram na melhora da saúde da população dessa região, que tinha elevado índice de doenças provocadas pela baixa qualidade da água”, informa o presidente da Fenae, Sergio Takemoto.

Em 2018, o Movimento Solidário contou com a ajuda dos agentes de saúde do Governo do Estado do Maranhão na realização de exames de Hepatite A e B nas comunidades beneficiadas do município.

Jair Pedro Ferreira, diretor de Formação da Fenae, declara: “Uma das coisas importantes que vejo por meio do programa do Movimento Solidário é que as populações se mantêm em suas comunidades rurais, fazendo a preservação das matas, da vegetação, das nascentes dos rios, dos córregos e do lençol freático. Ao utilizar a natureza sem degradar, as pessoas de lá preservam o curso natural de tudo o que aquela rica região oferece”.

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