Fenae 48 anos: panorama de trajetórias e de lutas

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Neste dia 29 de maio, a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae) completa 48 anos como uma organização de propósitos bem consolidados na promoção do bem-estar do pessoal da Caixa e na atuação coletiva em defesa dos direitos da categoria. Acompanhe o resgate e como se deu a trajetória de lutas e realizações da Federação, que em mais de quatro décadas acumula feitos que possibilitaram a integração crescente e unidade ao movimento associativo, por meio das Apcefs, que estão distribuídas em todas as unidades da Federação.

A Fenae mostra que atinge seus propósitos cada vez que alcança melhores condições de trabalho, quando atualiza os salários da categoria e atua pelo respeito à dignidade profissional em nome de cada empregado da Caixa da ativa e de aposentados. Todas as lutas são, sobretudo, atreladas à defesa do maior banco público brasileiro, que há 158 anos contribui para o desenvolvimento do país.

Desde 1971, quando foi criada durante o 6º Congresso Nacional das Associações de Pessoal, em Curitiba (PR) e entidade definiu o compromisso de representar os empregados do banco e desde então garantir “por nenhum direito a menos”.

Relembre, em emblemáticas datas, histórias de desafios e de conquistas para os empregados da Caixa ao longo desses 48 anos:
1971 – A Fenae é criada durante o 6º Congresso Nacional das Associações de Pessoal da Caixa.
1974 – Conquista do Plano de Cargos e Salários (PCS) e a reclassificação de cargos por tempo de serviço dos empregados da Caixa.
1977 – Criação da Fundação dos Economiários Federais (Funcef), hoje o terceiro maior fundo de pensão do Brasil.

1985 – Dia 30 de outubro, a greve histórica, em que todas as unidades da Caixa tiveram atividades paralisadas por 24 horas, com adesão de quase 100% dos empregados. Os economiários conquistam jornada de seis horas e o direito à sindicalização e passam a ser considerados bancários. (Período do Governo Sarney, de marco de 1985 a março de 1990).
1990 – Fernando Collor de Mello toma posse como Presidente da República (1990/1992), em 15 de março. Um dia após, feriado bancário, um pacote de medidas econômicas surpreende o país: confisco de depósitos bancários, incluindo a poupança dos brasileiros. Entre os empregados de empresas públicas, os da Caixa Econômica Federal sofreram grande embate e ainda foram chamados de marajás, referência à campanha eleitoral que prometia caçar 100 mil ‘marajás’ do serviço público.
Em 18 de junho, 2.500 empregados concursados foram demitidos pelo presidente Collor, assinadas por Lafaiete Coutinho, então presidente da Caixa; Campanha “Readmitir para não destruir a Caixa – Um banco social”, conduzida pelas entidades sindicais e associativas; Liminares são deferidas pela Justiça do Trabalho nos Estados para a reintegração dos demitidos. Sentença normativa do TST defere pela garantia de emprego por 90 dias a partir da publicação do Acórdão, publicado em 25/5/90. Foram readmitidos 1.640 empregados.
1990 – Em 28 de março, é eleita a 1ª diretoria na Federação.

1991 – Foram readmitidos os outros 110 empregados que tinham sido demitidos no governo Collor.
1995/2002 – O desmonte do Estado brasileiro da política neoliberal continua com o presidente Fernando Henrique Cardoso. A mobilização da categoria impediu a privatização da Caixa, com atuação da Fenae; Integração na coordenação do Comitê Nacional em Defesa dos Bancos Públicos; Articulação com a Frente Parlamentar Municipalista (prefeitos e lideranças municipais e estaduais) com ações em defesa da Caixa.

2003 – Fim da política de reajuste zero; Revogação do RH 008, que permitia demissões sem justa causa no banco; Retomada de benefícios para técnicos bancários; Retomada das contratações pela Caixa; e fortalecimento do papel social da instituição.
2004 – Reestruturação do custeio do Saúde Caixa; Retorno dos demitidos pela RH008; Empregados Caixa passaram a fazer parte da campanha unificada e ganhos na Participação dos Lucros e Resultados (PLR).
2005 – Retorno do Auxílio-alimentação para aposentados até fevereiro de 1995; Regulamentação da função de Caixa.
2006 – Democratização na gestão da Funcef; Criação do Novo Plano.
2007 – Adiantamento de férias em 10 parcelas Manutenção do Saúde Caixa aos aposentados pelo INSS
2008 – Contratação de mais empregados; Eleição de todos os cipeiros (CIPA)
2009 – Unificação das tabelas do PCS da carreira administrativa; Restabelecimento das Promoções por merecimento no âmbito do PCS
2010 – Instituição da PLR Social, com percentual de 4% do lucro líquido para ser distribuído linearmente entre todos os empregados; Implantação do PFG.
2011 – Estabilidade na função por 180 dias para empregados afastados por motivo de saúde
CCV para aposentados.
2012 – Contratação de sete mil empregados até dezembro de 2013; Melhoria nas condições de trabalho dos tesoureiros
2013 – Pagamento integral horas extras para agências com até 15 empregados; Constituição de fórum paritário para debater condições de trabalho.
2014 – Em 29 de abril, Jair Pedro Ferreira, é eleito presidente da Fenae para a gestão 2014/2017, toma posse durante cerimônia na sede da Apcef/DF, em Brasília, com o propósito de conduzir uma política de fortalecimento da Fenae e integração com as Apcefs.
·         • Ênfase na profissionalização da atuação social da Fenae, voltada para a organização de jogos e eventos culturais e sociais.
·         • Ampliação de campanhas com os novos empregados sobre o papel a Caixa na conjuntura brasileira.
·         • Ênfase nas cobranças para que a Caixa assuma responsabilidades em relação à oferta de condições de trabalho adequadas.
·         • Intensificação de parcerias com entidades da sociedade civil.
·         • Luta em defesa da Caixa como instituição pública, a serviço do Brasil e de sua população.
·         • Movimento com os empregados para ampliar a democratização da Funcef.
·         • Atuação com as entidades parceiras e a sociedade civil frente ao desafio de escolher o modelo de Estado que o Brasil terá para o enfrentamento das forças políticas que querem o retrocesso do país.
2015 – O cenário indica ano difícil, com possibilidade de recessão, desemprego e inflação. Fenae convoca os empregados da Caixa a apostarem na união, organização e mobilização.
·         • Mais um passo na busca pela paridade de gênero entre delegados do Conecef. A 31ª edição do congresso, as mulheres representaram 43% dos participantes.
·         • No dia 18 de maio, a Contraf/CUT e a Fenae intensificaram a mobilização contra o programa Gestão de Desempenho de Pessoas. Cartilhas e cartazes foram encaminhados às unidades da Caixa e entidades sindicais de todo o país.
·         • A Funcef é de todos nós: delegados e delegadas do 31º Conecef aprovaram manifesto em defesa da fundação.
2016 – Pela primeira vez, os Jogos da Fenae 2016 incluem os deficientes na prova de natação.
2017 – Campanha “Defenda a Caixa você também” ganha as ruas.

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