Nesses 50 anos de existência, a Fenae se tornou uma referência na luta dos trabalhadores por melhores condições de trabalho e por um país sem desigualdades.  A entidade foi além das reivindicações específicas dos empregados da Caixa, engajando-se em mobilizações sociais mais amplas visando a implementação de um projeto de país focado no desenvolvimento econômico e social inclusivo, com mais distribuição de renda, educação e saúde de qualidade, moradia para todos, dentre outras políticas públicas, passando pela defesa e valorização das empresas públicas como instrumento para ter um Brasil mais justo.

“Neste ano em que o Brasil vive o mais trágico momento da sua história, a Fenae completa 50 anos de existência e luta, e continua mostrando toda a sua importância para os trabalhadores e trabalhadoras da Caixa e para o País, lembra o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Sergio Nobre. 

Conforme o dirigente, desde a sua fundação em 1971, a Federação é protagonista na defesa dos empregados da Caixa e na luta contra o processo descarado de privatização que o governo promove na Caixa. “A luta da Fenae é a luta da Central Única dos Trabalhadores, hoje e sempre”, reforça Sergio Nobre.

A história da Fenae está atrelada a do movimento sindical brasileiro, especialmente dos bancários. Com o direito à sindicalização, conquistado em 1985, a Federação e as Associações do Pessoal da Caixa (Apcefs), que já atuavam na organização dos empregados da Caixa, contribuíram para a organização e conquistas históricas da categoria bancária.

O apoio da Fenae às lutas do movimento dos empregados e dos demais bancários do país foi decisivo para o sucesso das campanhas salariais unificadas realizadas nas últimas cinco décadas, sob a condução da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro e o Comando Nacional dos Bancários. 

“A Federação sempre manteve a unidade e a força da classe trabalhadora, que foram imprescindíveis para o avanço das conquistas em defesa da Caixa, dos direitos das trabalhadoras e dos trabalhadores e do desenvolvimento do País. A Fenae foi, é e sempre continuará sendo um dos principais parceiros da Contraf-CUT na luta em prol de toda a categoria bancária.  Parabéns às empregadas e aos empregados da Caixa e aos dirigentes e funcionários desta tão importante entidade”, diz a presidenta da Contraf/CUT, Juvandia Moreira.

Ivone Silva, uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários e presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo Osasco e Região, também destaca a importância da atuação da Federação: ” Há 50 anos a Fenae concentra sua luta por um Estado de bem-estar social que proporcionou mudanças profundas na realidade de milhões de pessoas no Brasil, com o fortalecimento dos bancos públicos e um projeto de soberania e autonomia nacional”.

Para o presidente do Conselho Deliberativo Nacional da Fenae, Jadir Garcia, essa capacidade da entidade de se articular com os diferentes segmentos da sociedade civil e as demais entidades representativas da categoria bancária, fez com que a Federação, junto com as Apcefs, se tornasse protagonista de ações que defendem a Caixa 100% pública como ferramenta de desenvolvimento para o Brasil. 

“Da parceria da Fenae e Apcefs surgem também os mais variados projetos para os seus associados ativos e aposentados. Essas entidades promovem ações constantes par ao bem estar, cultura, esporte, lazer e formação, e principalmente defesa das condições de trabalho e da qualidade de vida dos empregados da Caixa”, ressalta Jadir.

Organização dos empregados da Caixa

No âmbito da Fenae, foram construídos diversos momentos da luta pelos direitos dos trabalhadores do banco público como o primeiro Congresso Nacional dos Empregados da Caixa (Conecef), a negociação dos primeiros acordos coletivos, a mobilização pela jornada das seis horas e o direito à sindicalização. Além é claro, da resistência aos governos neoliberais que tentaram a todo custo privatizar a Caixa e outras empresas públicas, desconsiderando seu papel social.

O apoio logístico da Federação, nas campanhas salariais e na mesa de negociação permanente, à Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) tem sido decisivo para comissão se tornar um instrumento de representatividade da atuação dos bancários da Caixa no movimento nacional da categoria bancária.

“Se a gente não tivesse a Fenae enquanto apoio na comissão executiva e no comando nacional eu acredito que a gente não teria todas as conquistas que nós temos hoje enquanto empregados da Caixa”, avalia a coordenadora da CEE/Caixa e diretora da Contraf/CUT, Fabiana Uehara Proscholdt.

A partir de 2014, os empregados da Caixa conquistaram mais uma representação para defesa dos seus direitos e da empresa, com a eleição do representante da categoria no Conselho de Administração do banco.

“A garantia de eleger trabalhadores para os conselhos de administração das estatais, foi conquistada depois de muitos anos de luta e a Fenae foi vanguarda nesse processo. Graças a esse movimento fui eleita e posso exercer meu mandato com autonomia e coragem, enfrentando intimidações de todo gênero, votando contra as pautas privatistas, graças ao apoio dos empregados, da Fenae e demais entidades associativas e sindicais”, diz a representante eleita Rita Serrano.

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